Livros

O Umbigo do Sonho..... e o Nosso

A transmissão escrita beneficia-se da clareza, um dos marcos do estilo de Dulce - limpo e claro que também se define por seu jeito de crônica, porque são artigos enxutos, onde a autora vale-se de acontecimentos cotidianos para introduzir a teoria de modo rigoroso e vivo, de um rigor que, como ela brinca, não seja rigor mortis. Utiliza também, na receita de sua escrita, se uma houvesse, pitadas de humor que quebram o ritmo fazendo rir o leitor mesmo se o assunto é sério, driblando uma possível resistência.

Tayara B. Tomio Publicado em 25/10/2020

A transmissão escrita beneficia-se da clareza, um dos marcos do estilo de Dulce - limpo e claro que também se define por seu jeito de crônica, porque são artigos enxutos, onde a autora vale-se de acontecimentos cotidianos para introduzir a teoria de modo rigoroso e vivo, de um rigor que, como ela brinca, não seja rigor mortis. Utiliza também, na receita de sua escrita, se uma houvesse, pitadas de humor que quebram o ritmo fazendo rir o leitor mesmo se o assunto é sério, driblando uma possível resistência.


O jovem analista em formação encontrará aqui, tratados de modo claro e preciso, vários conceitos cruciais em psicanálise. Sem facilitar-lhe a vida, como fazem os livros de introdução à obra, mas por seu estilo, este servirá de estímulo a perder o medo e ir à fonte, mesmo em se tratando de Lacan. O psicanalista de maior percurso encontrará a oportunidade de refletir sobre a própria clínica. Conhecendo bastante bem os artigos, surpreendo-me a cada vez que os releio pensando em minha própria prática. Mas será também leitor deste livro todo aquele que se sinta concernido pela psicanálise ou que queira saber mais sobre isso. E, ainda, aquele a quem a boa escrita, com sotaque de crônica, interessar.

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Por causa do pior

"(...) tratar do pior não só é fiel à ética da psicanálise, como esse ‘atrevimento’ é mais do que bem-vindo na medida em que convoca o analista a ler o político e não permite confundir o silêncio do analista com a sua omissão em relação aos acontecimentos do mundo."

Publicado em 14/06/2020

O inferno do dever

Descobrindo os labirintos do que chama de "neurose de coerção", fascinado pela complexidade dos processos de pensamento que ela põe em jogo, Freud rende homenagem à inteligência de seus dois pacientes, aos quais a psicanálise deve tanto, o Homem dos ratos e o Homem dos lobos.

Publicado em 13/08/2020