Eu gosto muito do ditado que diz “de boas intenções o inferno está cheio”. O que eu entendo dele é que aquele que pratica um ato x ou y realmente achou que seria bacana, entretanto fica o questionamento sobre o que é bom para cada um.
Em tempos de setembro amarelo surgem inúmeros perfis e pessoas com boas intenções dispostas a ouvir o que até então parecia inaudível: eu não quero mais viver.
A morte é algo inexplicável. Ela não tem representação no inconsciente (Freud). Ora, porque quando acontece, já foi! E aí? Então quando eu digo “quero morrer” estou falando do que? Parar a dor? Cessar a angústia? Em muitos momentos erramos a mão quando por via dos medicamentos tiramos a possibilidade de que o sujeito fale sobre isso.
Não me entendam mal, eu gosto do setembro amarelo e seu espaço de escuta. Por sinal, meu desejo é que essas pessoas possam ser ouvidas muito mais. Mas é importante que seja uma escuta qualificada.
Passa muito longe de um “deixa disso; todo mundo tem problemas; falta Deus na sua vida; precisa se animar um pouco ...” É sobre uma escuta muito particular, sobre transformar essa angústia em palavra, sobre trabalhar muito em análise.
Por favor, procurem profissionais qualificados.
Sobre o setembro amarelo
Eu gosto muito do ditado que diz “de boas intenções o inferno está cheio”. O que eu entendo dele é que aquele que pratica um ato x ou y realmente achou que seria bacana, entretanto fica o questionamento sobre o que é bom para cada um.
Tayara B. Tomio
Publicado em 01/09/2020
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Sobre a montagem perversa
Em 1963, Hannah Arendt publicou a obra Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. O que ela pretendia que fosse uma mera exposição do julgamento do nazista Adolf K. Eichmann em Jerusalém, converteu-se em uma imensa controvérsia política e moral, a qual acabou por definir a produção filosófica da autora até sua morte, em 1975.
Eu queria ter a sua motivação
Não é possível querer isto que é do outro. Cada um destes sentimentos é fruto de coisas muito específicas, de um caminho muito particular, de dores e alegrias que somente aquela pessoa vivenciou.