“O mal-estar na cultura” não é apenas o ensaio mais célebre de Freud, mas uma das obras seminais do século XX. Sem a categoria de “mal-estar” não é possível pensar os destinos do sujeito na atualidade. Por que sentimos que a felicidade é incompatível com as exigências da vida social? Existem formas de vida em que restrições culturais e expectativas de realização pessoal possam viver em harmonia? Por que é tão difícil ser feliz? Perguntas desse tipo fizeram deste ensaio o mais lido da obra de Freud.
Neste volume, a editora reuniu os principais textos do autor sobre cultura, sociedade e religião. Não por acaso, a maior parte deles foi escrita em momentos agudos da história da humanidade: a Primeira Guerra, a gripe espanhola, a ascensão do nazifascismo. O que nos ameaça não é apenas a doença ou a morte, mas também a ruptura dos laços sociais e a incerteza do futuro. A crise mundial em que estamos hoje mergulhados – a pandemia que, numa velocidade vertiginosa, aproximou o leste e o oeste, o norte e o sul – não deixa de ser uma oportunidade decisiva de testar a atualidade das categorias freudianas.
O mal-estar na cultura e outros escritos
“O mal-estar na cultura” não é apenas o ensaio mais célebre de Freud, mas uma das obras seminais do século XX. Sem a categoria de “mal-estar” não é possível pensar os destinos do sujeito na atualidade. Por que sentimos que a felicidade é incompatível com as exigências da vida social?
Tayara B. Tomio
Publicado em 05/10/2020

Vamos participar dos Grupos de Estudos?
A ideia é oferecer um espaço de troca e produção de saber para iniciantes na prática clínica psicanalítica.CONHEÇA OS GRUPOS DE ESTUDOS
VER GRUPOS DISPONÍVEISVeja mais
A (de)formação do Psicanalista: as condições do ato
ste livro organiza textos apresentados nos últimos 15 anos e testemunha o engajamento assíduo da autora na transmissão da psicanálise e na sustentação da questão polêmica da formação do psicanalista.
Por causa do pior
"(...) tratar do pior não só é fiel à ética da psicanálise, como esse ‘atrevimento’ é mais do que bem-vindo na medida em que convoca o analista a ler o político e não permite confundir o silêncio do analista com a sua omissão em relação aos acontecimentos do mundo."