A banalidade do mal tem a ver com a paixão pela instrumentalidade. O mal se torna banal quando as condições de pensamento se esvaziam e as pessoas deixam de se comprometer com sua capacidade de julgamento, e o sujeito pode perder “alegremente” no meio da massa o seu compromisso ético. O sentimento de pertencimento ao coletivo é o sentimento de não ter que se responsabilizar pelo próprios atos, e surge então a paixão de se dissolver completamente.
Parar de pensar é sempre muito tentador. Uma incessante busca por uma desculpa para fugir da solidão de nossas mentes, que é a condição do diálogo moral de cada um com sua consciência. Os grupos, como o de amigos, família, torcidas, igreja, etc, não nos oferecem apenas ideologias e desculpas, mas sim uma função para cada um de seus membros. Assim, não é necessário decidir sobre a própria vida, mas sim exercer um papel no coletivo.
Dentro desse contexto, questiona-se: por que a ideia de abdicar da própria subjetividade é tão atraente e faz tanto sucesso? Existe uma faceta de nossa humanidade que pretende alienar-se por inteiro no desejo do Outro?
Sobre a banalidade do mal
A banalidade do mal tem a ver com a paixão pela instrumentalidade. O mal se torna banal quando as condições de pensamento se esvaziam e as pessoas deixam de se comprometer com sua capacidade de julgamento, e o sujeito pode perder “alegremente” no meio da massa o seu compromisso ético. O sentimento de pertencimento ao coletivo é o sentimento de não ter que se responsabilizar pelo próprios atos, e surge então a paixão de se dissolver completamente.
Tayara B. Tomio
Publicado em 09/02/2021
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Eu não sei o que eles querem de mim
á escutei essa frase algumas vezes na clínica de “adolescentes” (porque alguns já tinham 20 anos ou mais) referindo-se ao não saber frente ao que os pais esperavam deles. Estavam falando sobre faculdade, emprego, etc.
Você não faz terapia? Parece que está pior ...
“Nossa, mas você não está fazendo terapia? Parece que agora está pior.” Já ouviram essa frase de familiares e amigos? Talvez ela soe como um clichê, mas quero usá-la para exemplificar meu ponto.