Esses dias estava assistindo uma live com duas pessoas que gosto muito e eles falavam sobre a pressa dos analistas que estavam começando, e que muitas vezes pareciam não dar importância as entrevistas preliminares.
De certo modo também sinto isso. Na caixinha de perguntas uma dúvida é sempre recorrente: quando passar o sujeito ao divã ou quando vou me deitar no divã? Uma pessoa que conheço e que não tem nada a ver com a área psi uma vez conversava comigo sobre todo esse apreço ao divã e comparou a uma competição: estava na frente aquele que deitava (essa era a meta).
E que espaço nós, analistas, estamos oferecendo as entrevistas preliminares? Esse é o momento de estabelecer a transferência e principalmente de ouvir o sujeito falar sobre sua história. Por sinal, histórias que parecem estar se perdendo.
Por que você recebeu este nome? Como era isso ou aquilo na infância? E os seus avós? Diante destas perguntas muitas vezes recebo “Não sei”. O que me chama a atenção é o “não sei” carregado de uma falta de interesse em saber, ou nunca ter pensando sobre a própria história.
Então fica aqui a reflexão: vamos nos debruçar mais sobre as entrevistas preliminares, sem pressa, sem “querer” algo para aquele que está ali a nossa frente. Pouco a pouco vamos construindo junto essa história, escutando sobre o mito desse sujeito.
Sobre a pressa nas entrevistas preliminares
Esses dias estava assistindo uma live com duas pessoas que gosto muito e eles falavam sobre a pressa dos analistas que estavam começando, e que muitas vezes pareciam não dar importância as entrevistas preliminares.
Tayara B. Tomio
Publicado em 05/12/2020
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Sujeito suposto saber
Fala-se muito do analista como sujeito SUPOSTO saber e da importância do analisando fazer esta transferência com o analista. Neste post eu queria voltar duas casas nesse conceito, pra dessa forma tentar deixar mais claro.
Sobre a experiência do espelho
Trecho retirado do livro Real, Simbólico e Imaginário do Marcus do Rio Teixeira: “Laznik lembra que não se trata de uma simples experiência da criança diante do espelho. “De fato, o espelho seria o olhar da mãe, não apenas a experiência do espelho [...]”. E não poderia ser de outra forma, caso contrário, o Estádio do Espelho não se daria em crianças cegas de nascença.