Fala-se muito do analista como sujeito SUPOSTO saber e da importância do analisando fazer esta transferência com o analista.
Neste post eu queria voltar duas casas nesse conceito, pra dessa forma tentar deixar mais claro.
Em um setting analítico quem sabe das coisas mesmo é o inconsciente do analisando (repare bem que eu eu não disse o analisando, mas seu inconsciente). Suas manifestações são o material de trabalho de um analista e por meio das intervenções ele devolve isso ao analisando.
Para muitos analisandos é a primeira vez que se deparam com este material. Assim, ele vê o analista como um representante de cada uma dessas manifestações. “Poxa, ele sabe algo do meu sintoma que eu não sei!”. O que está acontecendo na verdade, é que o inconsciente é rejeitado pelo analisando e projeto no analista (o analisando não reconhece as manifestações como suas). O analista por sua vez, deve concordar em ocupar este lugar do inconsciente, tornando-o presente na sessão!
Será que consegui explicar de uma forma mais clara?
Sujeito suposto saber
Fala-se muito do analista como sujeito SUPOSTO saber e da importância do analisando fazer esta transferência com o analista. Neste post eu queria voltar duas casas nesse conceito, pra dessa forma tentar deixar mais claro.
Tayara B. Tomio
Publicado em 11/06/2020
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Sobre um caminho mais gentil
Hoje, durante minha análise, ressurgiu um assunto do qual eu me queixava há alguns anos e que havia desaparecido. Antigamente eu reclamava daquilo que considerava falta de ética ou de profissionalismo de outros profissionais e que por conta disso eles “manchavam” o oficio.
Foi sem querer querendo
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