“Nossa, mas você não está fazendo terapia? Parece que agora está pior.” Já ouviram essa frase de familiares e amigos? Talvez ela soe como um clichê, mas quero usá-la para exemplificar meu ponto.
O que será que piora diante do olhar de pessoas próximas? As nossas atitudes, comportamentos e pensamentos mudam porque em análise temos a chance de abrir mão dos nossos sintomas. Esses sintomas que não só nos são familiares, como são velhos conhecidos de quem está ao nosso redor. Aí o estranhamento!
E como algumas de nossas relações são belos encontros de sintomas, quando um deles muda, como ficará o outro? Apesar de não atender crianças, sei que isso é muito comum no atendimento infantil. Primeiro os pais procuram ajuda porque a criança está assim ou assado, depois reclamam que a criança mudou.
E aí? Já te falaram que você piorou depois que começou a fazer análise?
Você não faz terapia? Parece que está pior ...
“Nossa, mas você não está fazendo terapia? Parece que agora está pior.” Já ouviram essa frase de familiares e amigos? Talvez ela soe como um clichê, mas quero usá-la para exemplificar meu ponto.
Tayara B. Tomio
Publicado em 20/07/2020
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Sobre as regras que a gente cria
Esses dias eu vi um post por aqui que me fez pensar algumas coisas. Estavam tirando sarro da geração dos anos 90 que nunca usou os adesivos que vinham no caderno. Admito que era dessa turma: ficava aguardando o momento certo, a página especial ... no fim nunca chegou e por esses dias vi cadernos antigos com adesivos intactos.
Você é psicóloga? Aposto que analisa todas as conversas
Que atire a primeira pedra o profissional que nunca ouviu essa frase ou variações dela. “Você analisa tudo o que eu falo? Ahh você entende né, é psicóloga. Etc, etc etc.” Acho até compreensível as pessoas falarem isso, porém é um grande equívoco. Além do fato de propagar esteriótipos sobre os psis: somos calmos, pacientes, queremos sempre ajudar, bondosos, etc.